sábado, 27 de agosto de 2011

Avaliação do Ensino Superior a Distância no Brasil (José Manuel Moran)


"Estamos numa fase de consolidação da EAD no Brasil, principalmente no ensino superior com crescimento expressivo e sustentado.  O Brasil aprende rápido e os modelos de sucesso são logo imitados. Passamos de importadores de modelos de EAD para desenvolvedores de novos projetos, de programas complexos implantados com rapidez.  Algumas razões principais para esse crescimento rápido: demanda reprimida de alunos não atendidos, principalmente por motivos econômicos. Muitos alunos são adultos que agora podem fazer uma graduação ou especialização. Com a LDB o Brasil legalizou o ensino superior a Educação a distância pela primeira vez. Por falta de termos instituições grandes em EAD como em outros países pudemos com a Internet passar do modelo por correspondência para o digital. O brasileiro aprende rapidamente, é flexível, se adapta a novas situações.
Ao mesmo tempo a EAD sempre esteve vinculada no Brasil ao ensino técnico, desde a década de 40 com o Instituto Monitor e o Instituto Universal Brasileiro. Depois ao ensino de adultos - os antigos supletivos - com os Telecursos. Por isso ainda resiste o preconceito com a EAD principalmente no ensino superior.
É muito difícil fazer uma avaliação abrangente e objetiva do ensino superior a distância no Brasil, pela rapidez com que ela se expande nestes últimos anos, porque a maior parte das pesquisas foca experiências isoladas e porque há um contínua inter-aprendizagem, as instituições aprendem com as outras e evoluem rapidamente nas suas propostas pedagógicas.
O foco nos primeiros anos era a capacitação dos professores em serviço. Depois as licenciaturas, em geral. Agora os cursos que mais crescem são os de especialização, que encontram um aluno mais maduro, motivado e preparado. A maior parte das instituições utiliza o material impresso como mídia predominante (84%). A Internet vem crescendo, e ocupa o segundo lugar, com 63% de instituições que a utilizam em EAD.
O auxílio mais oferecido como suporte aos alunos é o e-mail, com 87%; na seqüência vem o telefone, com 82%; depois destaca-se o auxílio do professor presencial; com 76%; e do professor on-line, com 66%. Alternativas como o fax chegam a 58%; cartas, a 50%; reuniões presenciais, a 45%; e reuniões virtuais, por último, com 44%.
A maior parte das instituições começa sua atuação em EAD de forma isolada, e com alcance predominantemente regional. Mas há atualmente uma evolução forte para a formação de associações pontuais ou mais estáveis, como os consórcios. Há também uma mobilização grande das universidades públicas, que se unem pressionadas pelo governo federal para participar de projetos de formação de professores através da UAB – Universidade Aberta do Brasil e cursos na área de administração em convênio com empresas estatais inicialmente. Há um crescimento gigantesco dos cursos por satélite com tele-aulas ao vivo e tutoria presencial mais apoio da Internet. Uma parte das instituições só oferece os cursos pela WEB." (José Manuel Moran)

 Para ler o texto na íntegra :

http://www.eca.usp.br/prof/moran/avaliacao.htm

A primeira vez a gente nunca esquece:Minha experiência em outros blogs

Nunca havia participado de um blog. Entendia ser uma bobagem discutir temas à revelia. No entanto, a partir da primeira experiência nos blogs de Simone Medeiros e Ana Beatriz Gomes percebi quanto tempo havia perdido em aprendizado e conhecimento agregado.
Li textos e comentários a respeito da EAD no Brasil. Os textos sobre as políticas públicas em EAD e a participação do MEC na regulação desta nova proposta da educação em nosso país foram muito esclarecedores e pertinentes para o momento em que vivemos em nosso país; outro tema muito discutido foi a respeito da quantidade de alunos, neste ano, em EAD no Brasil e a preocupação tanto com a posição do MEC, quanto com a nossa, enquanto educadores, em relação a EAD e sua qualidade oferecida aos alunos, assim como a condição de preparo em que nossos alunos do Ensino Superior se encontram.
Outro tema muito interessante foi a respeito das TICs não apenas no Ensino Superior, mas em especial na Educação Básica; a discussão passou pelo celular em sala de aula até a sala de informática 'disponibilizada' aos alunos. Este tema dá o que falar...Um tema que agregou e contribuiu para meu aprendizado de modo especial foi um artigo do prof. João Mattar na revista da OEA, onde discute a EAD nas IES e a condição irreversível desta nova proposta.
Nova, na verdade, não é. No entanto, nosso país envolveu-se de modo tardio, situação que atualmente já se encontra em superação. Nós brasileiros temos as capacidades de adaptação e adequação para qualquer proposta nova e hoje buscamos lidar o melhor possível com a EAD e a Web 2.0.
As preocupações com o comprometimento dos órgãos responsáveis, dos educadores e dos educandos são constantes, mas nossa possibilidade de oferecer e desfrutar da EAD com qualidade é grande.
Que possamos receber bem o futuro...